A Vulnerabilidade como ferramenta do Gerente de Projetos

Para assumir um posto de Gerente de Projetos, um profissional deve reunir um conjunto de características e habilidades técnicas, emocionais e comportamentais, conforme detalhamos nesse artigo. Apesar de toda a ênfase dada a habilidades técnicas, aspectos emocionais e comportamentais são de suma importância. Aqui, vamos trabalhar a Vulnerabilidade como uma ferramenta de apoio ao Gerente de Projetos.

O que é Vulnerabilidade?

De acordo com Brené Brown, vulnerabilidade é definida como algo incerto, arriscado e que te expõe emocionalmente. Mas, na verdade, ela é positiva. Vivemos Em um mundo cheio de problemas complexos e possibilidades intermináveis, precisamos de gerentes corajosos, de uma cultura que fomente a coragem. Isso só é possível quando aceitamos e usarmos nossa vulnerabilidade.

O ser humano, por natureza, é vulnerável. É quase impossível identificar uma pessoa que nunca experimentou emoções como ter incerteza, sentimento de risco iminente e com medo de exposição.

Por que o GP deve se assumir Vulnerável?

Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade estão mais do que nunca presentes no contexto de nossos projetos. O acrônimo VUCA é utilizado para identificar este contexto, e foi amplamente divulgado nos últimos anos.

Uma das respostas que o Gerente de Projetos deve assumir no contexto VUCA é justamente desenvolver sua resiliência. Resiliência é capacidade que temos de ser flexíveis em nossos pensamentos e comportamentos, nos momentos que estamos enfrentando as dificuldades turbulentas do dia a dia.

Você, como Gerente de Projetos, não controla todas as variáveis que influenciam seu projeto. Problemas durante o planejamento e a execução do projeto podem acontecer.

Experimentar a Vulnerabilidade não é uma escolha, a única escolha que temos é como vamos reagir quando formos confrontados com a incerteza e o risco.

Assumir-se vulnerável é libertador 

É preciso coragem para ser verdadeiro e assumir-se vulnerável. Verdade e coragem nem sempre são confortáveis, mas nunca podemos confundimos com sinal de fraqueza. Um Gerente de Projetos que se assume vulnerável prepara as bases para enfrentar o contexto VUCA, experimentando a plenitude como resposta. A plenitude, neste caso, é enfrentar toda a incerteza, a exposição e os riscos emocionais do cargo de Gerente de Projetos, sabendo ser o bastante.

Para ser pleno, como Gerente de Projetos, deve-se ficar vulnerável e superar a vergonha. A vergonha é o assassino secreto da inovação.

Resiliência é a saída da vergonha para a empatia

Sim, a resiliência, comportamento do Gerente de Projetos para enfrentar o contexto VUCA. É a nossa capacidade de nos recuperar rapidamente de um revés ou de nos adaptarmos a uma mudança. A resiliência tem a ver com sair do sentimento de vergonha, para o afeto da empatia. Brené Brown aponta quatro elementos da resiliência à vergonha.

  1. Reconhecer a vergonha e compreender seus mecanismos;
  2. Praticar a consciência crítica;
  3. Ser acessível;
  4. Falar da vergonha.

Assim, a vulnerabilidade pode ser encarada como uma ferramenta bastante útil para o Gerente de Projetos enfrentar as adversidades e conduzir com maestria seu projeto. E você? Já se assumiu vulnerável na condução de seus projetos?

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Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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