Como organizar um ambiente de inovação, pautado no feedback sincero

Já comentamos sobre a inovação sendo sabotada pela vergonha e o perfeccionismo, uma defesa para a vergonha, atuando como um vilão no processo inovador. A busca por um ambiente de inovação possui grandes desafios, mas podemos planejar e organizar um ambiente que seja positivo para esta jornada.

Abaixo, as quatro melhores estratégias para desenvolver empresas e organizações resilientes à vergonha e catalisadoras da inovação:

  • Apoio a líderes que desejem ousar, facilitando conversas honestas sobre o tema da vergonha e incentivando uma cultura de combate a ela.
  • Estimulo a um esforço consciente para detectar em que pontos a vergonha possa estar atuando na empresa e de que forma ela se dissemina na maneira como nos relacionamos com nossos colegas de trabalho e alunos.
  • Definição de padrões como forma de combater a vergonha. Líderes e gerentes podem criar motivação ajudando as pessoas a saberem o que querem. Quais são as dificuldades em comum? Como as pessoas lidam com elas? Quais têm sido suas experiências?
  • Apresentar a todos os funcionários a diferença entre vergonha e culpa, e ensiná-los a dar e receber feedback de maneira que isso encoraje o crescimento e a motivação.

Dar e receber feedback de maneira correta é ponto fundamental de todo este trabalho. Apoiar uma cultura em que há feedback sincero, construtivo e compromissado é viver com ousadia, abrindo espaço para a inovação.

Segundo Brené Brown, existem alguns indicadores para que um líder de projetos esteja apto para dar feedback:

  • A disposição para se sentar ao lado do avaliado, em vez de no outro lado da mesa;
  • O desejo colocar o problema na frente em vez de entre nós (ou esfregá-lo na sua cara);
  • A prontidão para ouvir, fazer perguntas e aceitar que possa não estar entendendo a questão completamente;
  • O desejo de reconhecer o que o avaliado faz bem em vez de ressaltar os seus erros;
  • Reconhecer os pontos fortes do avaliado e como ele pode usá-los para vencer seus desafios;
  • Chamar a responsabilidade do avaliado, sem envergonhá-lo ou culpá-lo;
  • A capacidade agradecer sinceramente por seu empenho em vez de criticá-lo por suas falhas;
  • Explicar como solucionar desafios para levá-lo a crescer e a aproveitar novas oportunidades;
  • A capacidade de vivenciar a vulnerabilidade e a abertura que espera ver no avaliado

Você, como Gerente de Projetos, deve conferir os indicadores acima, para desenvolver um ambiente de feedback que elimine a vergonha e potencialize a inovação. Assuma o controle sobre sua equipe!

Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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