Gerenciando conflitos em projetos

Os conflitos são quase inevitáveis quando se trabalha em equipe. Um projeto par atingir seus objetivos precisa de uma estruturada gestão de conflitos: tarefa complexa que exige muito tempo e competências específicas. Mas como obter sucesso na gestão de conflitos dentro da minha empresa e dos meus projetos? O primeiro passo é saber que os conflitos são inevitáveis e que, se adequadamente geridos, podem até trazer benefícios.

Nessas situações é possível aprender sobre os outros e até mesmo sobre nós. Mas viver constantemente em desacordo com o seu grupo é muito desagradável, não é mesmo? Além disso, se os conflitos não forem resolvidos / geridos de forma adequada podem trazer sérias consequências para as pessoas e para os projetos em que elas estão envolvidas. Como por exemplo, descontinuidades de relacionamentos ou, até mesmo, continuidade de relacionamento sem que ocorram alterações.

Causas da geração de conflitos

Geralmente os conflitos são provocados por causa da ineficácia na comunicação. Ela é necessária para gerir os conflitos e até mesmo reduzir os níveis potenciais de conflito: um comunicador competente deve ser extremamente cuidadoso na escolha das respostas. Compreender a natureza do conflito pode ajudar a identificar as situações e permite escolher a mais adequada estratégia resolver a questão.

Conheça alguns tipos de conflitos mais comuns no gerenciamento de projetos:

  • Conflitos de prioridades: ocorre quando a visão dos membros do projeto são diferentes em relação as atividades que devem ser executadas para se atingir os objetivos e o sucesso do projeto;
  • Conflitos de procedimentos administrativos;
  • Conflitos referentes a opiniões técnicas;
  • Conflitos com recursos humanos: acontecem entre o staff do projeto e as pessoas de outras áreas funcionais;
  • Conflitos de custos;
  • Conflitos de programação dos trabalhos;

Administração de Conflitos

O planejamento preventivo é a chave para manter o conflito em níveis administráveis. Segundo o Guia PMBOK [2000], a resolução de problemas envolve uma combinação entre a definição do problema e a tomada de decisão.

Para se definir qual é realmente o problema, precisamos fazer a distinção entre as causas e os sintomas. Os problemas podem ser internos, externos, técnicos, gerenciais ou, até mesmo, interpessoais. A tomada de decisão deve incluir a análise do problema, para identificar soluções e escolher uma delas. Uma vez tomadas, as decisões devem ser implementadas. A decisão também pode ser afetada pelo tempo, a decisão “correta” pode não ser a “melhor” decisão se for tomada muito cedo ou muito tarde. Abaixo algumas das técnicas usadas para gerenciar os conflitos citadas no Guia PMBOK:

  • Colaborar ou resolver o problema: agrupar diversos pontos de vista e opiniões que acarreta no consenso e compromisso (necessita atitude de troca e diálogo);
  • Comprometer ou reconciliar (negociação): encontrar soluções que tragam satisfação para os envolvidos (os dois / todos os lados ganham);
  • Forçar ou direcionar (imposição): forçar um ponto de vista em detrimento dos outros (ganha-perde);
  • Suavizar ou acomodar (panos quentes): enfatizar as áreas de acordo e não as diferenças;
  • Recuar ou evitar (retirada): atrasar a entrada numa situação de conflito efetivo ou potencial e deixar para resolver mais tarde ou para que o problema seja resolvido por outros.

Vale lembrar que, bons profissionais concentram seus esforços na criação de um ambiente destinado a evitar conflitos. Na prática, os conflitos devem ser evitados através do planejamento e administrados à medida que aparecem.

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Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da Seed e idealizador do software NetProject. Principal acionista da empresa, Hayala é Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 15 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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