Como manter a equipe motivada e criativa?

Sendo bem direto: Cultive um ambiente que busque o controle da vergonha e do medo, incentivando todos os membros da equipe a assumir sua vulnerabilidade, sendo então livres para inovar e criar!

Sobre Vulnerabilidade

Brené Brown, em A coragem de ser imperfeito, assume: estamos aqui para criar vínculos com as pessoas. Fomos concebidos para nos conectar uns com os outros. Esse contato é o que dá propósito e sentido à nossa vida, e, sem ele, sofremos.

Para Brené, ser “perfeito” e “à prova de bala” são conceitos bastante sedutores, mas que não existem na realidade humana. Segundo ela, devemos respirar fundo e entrar na arena, qualquer que seja ela: um novo projeto, um novo relacionamento, um encontro importante ou uma conversa difícil em família.

Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.

Quando estamos vulneráveis é que nascem a criatividade, a confiança, a autenticidade, o amor, a aceitação, a alegria, a empatia e a a coragem.

Se desejamos uma clareza maior em nossos objetivos ou uma vida com motivação e criatividade, a vulnerabilidade com certeza é o caminho.

Sobre Escassez

A vulnerabilidade está relacionada a falsa sensação de escassez. Podemos entender a escassez como o problema de nunca ser ou ter o bastante. Ela ganha destaque em uma sociedade onde todos estão hiperconscientes da falta. Quase tudo, dede segurança e amor até dinheiro e recursos, passa por uma sensação de inadequação ou falta. Investimos uma enormidade de tempo calculando quanto temos, não temos, queremos ou poderemos ter, e quanto todos os outros têm, precisam e querem ter.

A preocupação com a escassez é a versão da nossa cultura para o estresse pós-traumático.

A escassez surge após navegarmos no limite por muito tempo e, em vez de nos unirmos para resolver o problema (o que requer vulnerabilidade), acabamos ficamos zangados e assustados.

Ainda no livro, Brené indica um modo de pensar sobre os três componentes da fórmula da escassez e a maneira como eles influenciam a sociedade. Avalie cada um destes componentes pensando em sua equipe:

  • Vergonha: O medo do ridículo e a depreciação são usados para controlar os membros da equipe e mantê-las na linha? Apontar culpados é uma prática comum? O perfeccionismo é uma realidade?
  • Comparação: Há comparação e disputa o tempo todo, velada ou abertamente? A criatividade tem sido sufocada? As pessoas são confinadas a padrões estreitos em vez de serem valorizadas por suas contribuições e talentos específicos?
  • Desmotivação: Os membros da equipe estão com medo de correr riscos ou tentar coisas novas? É mais fácil ficar quieto do que compartilhar ideias, histórias e experiências? A impressão geral é de que ninguém está realmente prestando atenção ou escutando? Todos estão se esforçando para serem vistos e ouvidos?

Cultive um ambiente em que a escassez não se faça presente. Avalie a vergonha, a comparação e a desmotivação de sua equipe e trabalhe para atenuar estes três componentes.

Alguns Mitos sobre a Vulnerabilidade, para ajudá-lo a debater com sua equipe:

  • Mito 1: “Vulnerabilidade é fraqueza”
  • Mito 2: “Vulnerabilidade não é comigo”
  • Mito 3: “Vulnerabilidade é expor totalmente a minha vida”
  • Mito 4: “Eu me garanto sozinho”

Cultive um ambiente em que a escassez não se faça presente. Avalie a vergonha, a comparação e a desmotivação de sua equipe e trabalhe para atenuar estes três componentes, discutindo com cada um os mitos acima apresentados.

Ainda vamos falar mais sobre este assunto. Acompanhe-nos.

Segue link para uma palestra de Brené no TED. Vale cada minuto.

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Feito é melhor que perfeito? Os impactos do perfeccionismo na sua equipe

Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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