Como implantar um Squad?

Empresas de diversos portes e segmentos, em busca de maior agilidade em suas operações, identificaram vantagens nesta forma de se organizar internamente.

O Modelo Squad é um modelo que agrupa os funcionários em pequenos times multidisciplinares e de objetivos específicos. Por exemplo, um profissional de vendas atua no mesmo grupo que um desenvolvedor, assim como uma pessoa de marketing com outra da parte contábil. Juntos, eles têm uma tarefa a cumprir, e autonomia suficiente para tomar decisões.

Este modelo defende que você aproxime as pessoas que estejam no centro da entrega e sustentação de seus produtos de negócio. Essas pessoas trabalham juntas em forte cooperação técnica, decidindo sua própria maneira de trabalhar, podendo fazer o uso de métodos ágeis como Kanban, Lean, Scrum, dentre outras, e principalmente, entregam valor para os seus “clientes” com boa frequência.

Cada Squad fica responsável por todos os aspectos de um determinado projeto, produto ou feature, e tem autonomia para tomar decisões e definir prioridades, contanto que estejam alinhados aos objetivos macro da empresa.

O modelo ganhou visibilidade no universo das startups, principalmente depois que o Spotify publicou um vídeo, ainda em 2014 explicando como o squad é usado na própria empresa, destacando seus benefícios em produtividade. 

4 Squads

Tribes

Tribes são uma combinação de vários squads que estão trabalhando em coisas parecidas, ou até mesmo trabalhando juntos. Squads de uma Tribe devem estar fisicamente próximos uns dos outros, para que a comunicação seja facilitada.

2 Tribes

Chapters

Chapters são grupos no qual todos os integrantes possuem a mesma função dentro dos seus respectivos squads.

Guilds

Guilds são grupos de pessoas interessadas em estudar mais um determinado assunto.  Atual de forma mais independentes da estrutura, pois não importa a qual squad a pessoa pertence e nem qual especialidade ela tem. 

Vantagens da adoção do modelo de Squads

  • Aumento da sinergia da equipe, com maior senso de pertencimento e destaque da autorresponsabilidade para atingir os objetivos da squad.
  • Apoio a visão sistêmica, permitindo melhoria na identificação de pontos de mehoria do projeto
  • Maior agilidade na construção de soluções, observando muitos pontos de vista ao mesmo tempo
  • Criação de equipe multidisciplinar, autogerenciável e com completa autonomia.
  • Maior iteração com o cliente, já que o squad têm autonomia para tomar decisão e realizar as alterações necessárias
  • Natureza do Squad é projetada para incentivar a flexibilidade, inovação e criatividade
  • Redução o desperdício e minimização do tempo de inatividade.

Pontos importantes ao considerar o modelo de Squads

  • Tenho apoio da alta organização para proceder com a adocão do modelo de Squads?
  • A natureza do negócio da empresa permite a organização da equipe multidisciplinar no formato de squads?
  • A Cultura Organizacional está preparada para sair de uma estrutura de comando e controle e permitir o trabalho autônomo dos squads?
  • As entregas de valor previstas a cada ciclo ágil conseguem integralmente ser cumpridas pela equipe do squad?
  • Existe uma estrutura que permita o feedback sobre as entregas de valor dos squads?
  • A alta gestão preza por descentralização, transparência, valor à diversidade e constante evolução?
  • As ações individuais incentivam a autonomia da equipe?

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  1. O que é um projeto ágil?
  2. O que é o Disciplined Agile
  3. Um pouco sobre o Framework Scrum

Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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