Adaptabilidade e Comunicação não Violenta na Gestão de Projetos

Uma equipe capacitada tanto tecnicamente quanto emocionalmente é fator de sucesso para uma boa execução do projeto. O Gerente de Projetos pode utilizar práticas de Comunicação violenta para potencializar a adaptabilidade dos membros de sua equipe. Vamos entender como?

O que é Adaptabilidade?

A adaptabilidade é a capacidade de se adaptar diante de novos cenários ou transformações. Nada mais necessário em momentos turbulentos como os que estamos vivendo. Sabemos que é difícil conviver com a incerteza quanto ao futuro. No entanto, é certo que as mudanças virão. Diante das mudanças, é comum que nossa primeira reação seja o questionamento, o medo ou até certa resistência para aceitar o novo. Entretanto, cabe a cada um decidir se vai enfrentar o novo cenário de forma negativa e contrária, simplesmente se conformar ou tirar proveito da situação.

Ao desenvolvemos a adaptabilidade, somos capazes não apenas de aceitar as mudanças, mas também de aprender com as mesmas e enxergar seus pontos positivos.

Comunicação Não Violenta, que raios é isso?

Criada por Marshall B. Rosenberg e uma equipe pesquisadores internacional, a Comunicação não violenta, ou CNV, apoia o estabelecimento de parcerias em que predominem o acordo e a cooperação pautadas em comunicação empática. Falamos um pouco sobre como a CNV pode apoiar a comunicação do Escritório de Projetos com o Gerente de Projetos neste artigo. Detalhamos os pilares da CNV:

  1. Observação (em vez de Julgamento)
  2. Sentimentos (em vez de Avaliações)
  3. Necessidades (em vez de Estratégias)
  4. Pedidos (em vez de Ordens)

Agora, vamos entender como o Gerente de Projetos pode se beneficiar com a aplicação dos pilares acima citados.

Potencializando a adaptabilidade da equipe com práticas de CNV

Um Gerente de Projetos capacitado em práticas de CNV faz observações sobre o comportamento da equipe e sobre o andamento do projeto sem julgamentos ou sem a preocupação de encontrar culpados. Esta postura permite separar as pessoas do problema e facilita a resolução da situação.

Após a observação, o gerente pode identificar seus os sentimentos em relação ao fato observado. Saber expressar esses sentimentos é importante Pode ser comum, neste momento, o gerente se sentir:

Zangado, angustiado, incomodado, ansioso, apreensivo, estimulado, desnorteado, preocupado, confuso, irritado, desesperado, desanimado, insatisfeito, desapontado, consternado, inquieto, aflito, perturbado, nervoso, exausto, com medo, amedrontado, frustrado, furioso, impaciente, irado, irritado, nervoso, pessimista, intrigado, inquieto, instável, chocado, cético, perplexo, surpreso, desconfortável, incomodado, contrariado, nervoso, preocupado, dentre outros sentimentos. Vida dura a de Gerente de Projetos. Exemplos?

  • Nervoso com cobranças do patrocinador pode fazer .
  • Com medo de ter sua imagem arranhada.
  • Preocupado em não cumprir o acordado com a diretoria
  • Incomodado em poder ser deposto do cargo de GP
  • Receoso em poder não conseguir mais emprego.
  • Medo de estourar os custos do projeto.

Estes sentimentos refletem uma necessidade do gerente que pode ter sido afetada:

  • Cumprir prazos e custos do projeto
  • Atender as expectativas do patrocinador
  • Sentir-se realizado com o cargo de Gerente de Projetos
  • Mostrar-se capaz para a diretoria da empresa.

Explodir?

Hora de explodir e criticar a equipe? Não. Hora de fazer pedidos para colocar o projeto de volta aos trilhos, expressando os sentimentos em relação aos fatos observados e fazendo com que a equipe “jogue” o mesmo jogo. Importante conectar-se de forma empática com a equipe e fazer os pedidos corretos, apresentando a situação sem fazer julgamentos ou ataques pessoais. Pratique a Comunicação Não Violenta em seus projetos e aumente a confiança da equipe. Uma equipe mais confiante tem maior capacidade de se adaptar diante de novos cenários ou transformações.

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Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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