Como gerenciar as expectativas dos stakeholders?

Durante a execução de um projeto, os gestores irão se deparar com diversos públicos com perfis distintos que de alguma forma tem interesses relacionados à atividade em questão. E como todo grupo que possui “uma determinada intenção”, este também tem expectativas que precisam ser gerenciadas. No post de hoje, você conhecerá mais sobre esses stakeholders e aprenderá dicas valiosas sobre como alinhar todos os desejos de maneira harmônica, afim de que os envolvidos se sintam satisfeitos com os resultados da atividade. Confira!

O que são os stakeholders?

Em 1963, o filósofo Robert Edward Freedman criou o conceito de stakeholder para se referir a todo conjunto de pessoas que interferem ou que sofrem interferência das ações de uma determinada organização. Tais grupos podem ser formados por acionistas, funcionários, patrocinadores, clientes, comunidade, governo, etc. Só pela menção de alguns deles, já é possível perceber como suas influências são diferentes em uma empresa, o que gera a necessidade de que os gerentes de projetos estejam preparados para atender aos interesses de todos, e ao mesmo tempo possa favorecer as atividades comerciais da instituição na qual trabalha.

Quais são os tipos de stakeholders?

Para ser capaz de fazer a gestão dos processos de maneira a criar um bom relacionamento com os stakeholder será preciso primeiro saber como identificá-los. A seguir, conheça os principais tipos:

– Atuantes

Um grupo de stakeholders atuante é aquele que vivencia literalmente as atividades do projeto. Estão envolvidos nas ações e analisam tudo o que nelas acontece para que possam defender com afinco seus interesses. Por seu perfil de envolvimento, este grupo tende a liderar outros de forma a influenciá-los, adquirindo, com isso, voz ativa nas tomadas de decisões.

– Conectados

Os stakeholders conectados são aqueles que com suas opiniões, ditam os rumos de um projeto. Como estão sempre em contato com outras pessoas influentes, eles podem vir a ser convencidos a adotar outras posturas que não as que tinham inicialmente. E a divergência de pensamentos, neste caso, fará com que a execução de um projeto se torne mais dinâmica.

– Informados

Este grupo tem bastante acesso às informações do projeto, o que permite a ter uma visão sistêmica de todas as áreas que serão atingidas, como as relacionadas às estratégias, ao comércio, às técnicas empregadas na execução, etc.

Como gerenciar as expectativas de cada stakeholder?

Depois de identificar os stakeholders, o gestor de projetos precisa integrá-los à atividade desempenhada já em seu início. A partir do engajamento demonstrado por cada um deles, este profissional deverá aproximar-se dos mais entusiasmados a fim de convencê-los a motivar aos demais. Ao tomar esta postura, o gerente estará estabelecendo alianças poderosas que ajudarão a diminuir possíveis resistências.

Outra atitude que deve ser exercida é a de transmitir aos grupos as informações sobre o projeto, de acordo com o andamento dele. Excessos e faltas poderão causar desconfianças, ansiedades e resistências desnecessárias.

Para que um profissional tenha sucesso na gestão das expectativas dos stakeholders, além do que já foi citado ao longo deste post, ele precisará alinhar o discurso à ação da empresa na qual trabalha. Isso porque a palavra-chave que definirá bons resultados em um gerenciamento como este é “coerência”. Portanto, é preciso agir e mencionar somente o que poderá ser feito.

Gostou de conhecer mais sobre os stakeholders? Conte-nos o que achou sobre este tema, enviando uma mensagem!

Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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