Candy Crush e o Mundo dos Negócios: o que aprendi

Você já deve conhecer o jogo-vício Candy Crush, da sueca King Digital Entertainment, uma espécie de Tetris do século XXI onde as peças são balas e doces são usados como “superpoderes”. Os objetivos do jogo variam entre eliminar todas as gelatinas, trazer ingredientes – castanhas e cerejas – para a base da tela ou conseguir uma quantidade de pontos em um tempo determinado. Mas, não se engane: apesar de um pouco infantilizado, o jogo não é tão fácil quanto você imagina.

Recentemente a King estreou na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, e apesar de este ser um assunto adjacente à Administração de Empresas, não é disso que vamos tratar nesse texto. Comecei a jogar o Candy Crush há mais ou menos três meses e devo confessar: sou um adicto! E assim como eu existem vários, acreditem. O jogo é uma excelente oportunidade de exercitar o cérebro porque exige estratégia para alcançar o objetivo proposto. Além disso, enquanto você pensa o que fazer, o jogo te dá uma “dica” de movimento piscando as balinhas que podem ser eliminadas, como na imagem a baixo.

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Imagine que tentação ter de se concentrar na jogada e ao mesmo tempo ter algo te distraindo do objetivo principal. É tentador e confesso que muitas vezes deixo meu objetivo de lado para atender a sugestão do jogo. E é neste ponto que gostaria de chegar.

Jogando o aplicativo de Riccardo Zacconi, CEO da King, fiz uma relação direta com a forma como administro minha empresa. Comecei a me perguntar sobre meus objetivos e se eu não estaria me desviando deles. A resposta muitas vezes é sim. Imagine você se dedicar ao lançamento de um novo produto e ao mesmo tempo surgir uma grande oportunidade. A qual tarefa se dedicar? O novo produto já está praticamente pronto para o mercado, mas uma outra oportunidade está “piscando” como as balas do Candy Crush bem diante do seu nariz.

A resposta não é tão simples. É preciso análise da situação. Deixar um projeto quase pronto de lado para se dedicar a uma oportunidade que surgiu pode ser um desvio de foco desnecessário, pois a novidade pode demandar um tempo a mais para ficar pronta e gerar lucro. Ao mesmo tempo a oportunidade pode ser um projeto rentável em curto prazo.

ANÁLISE: esta é a palavra de ordem. Pense antes de tomar decisões. Calcule os riscos e ganhos. Uma ferramenta que utilizo muito – inclusive em decisões da minha vida pessoal – é a Análise SWOT. É realmente muito útil. Podemos pensar nela como um “superpoder” do Candy Crush, talvez o Martelo Pirulito ou o Brigadeiro.

Outro ponto importante é priorizar projetos. Pensar a empresa como um conjunto de projetos que devemos desenvolver é uma excelente pedida, pois os projetos estão separados, mas se completam. Quando dividimos as áreas da empresa temos uma visão mais sistêmica e ao mesmo tempo individual e assim as decisões ficam mais fáceis de serem tomadas.

Um exercício que também faço muito é me voltar à Missão, Visão e Valores da minha empresa. Esses três “superpoderes” sempre dão as respostas que precisamos na hora da tomada de decisão.

Sugiro também que você baixe o Candy Crush para entender sobre o que estou dizendo e notar que realmente faz sentido. Além disso, é uma ótima oportunidade de exercitar seu HD e ainda divertir-se. Mas, se for casado, cuidado! Dar atenção ao marido/esposa ou ao Candy Crush pode ser outra decisão difícil de ser tomada. Não deixe de utilizar a Análise SWOT nesses casos.

Sobre Hayala Curto

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da NetProject. Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 20 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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