Papelão na carne? Digo, no projeto? Como a falta de planejamento pode ter afetado centenas de produtores de carne no Brasil

Em março deste ano a Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal brasileira e foi o estopim para o escândalo que mostrou as maiores empresas do ramo adulterando as carnes que vendiam no mercado interno e externo. O escândalo da carne adulterada no Brasil envolveu mais de 30 empresas alimentícias do país acusadas de comercializar carne estragada, mudar a data de vencimento, maquiar o aspecto e usar produtos químicos supostamente cancerígenos. Mas o que isso tem a ver com gestão de projetos? A falta de um planejamento sério, que parta de indicadores técnicos, de diagnóstico da realidade, que inclua o acompanhamento e a avaliação permanentes, resulta em uma série de problemas para o desenvolvimento sustentável, que vão do desperdício à corrupção.

Fazer sem planejar é um risco a vida da sua empresa. Colocar o planejamento e a busca de informações em primeiro lugar é o único passo para ser bem sucedido.  Por isso, as sobras são tão prejudiciais quanto às faltas. Recursos mau empregados, falta de planejamento e controles podem ser extremamente prejudiciais às empresas. Todas as organizações estão sujeitas a passar por situações de anormalidade e tensão, de maior ou menor intensidade. Sendo assim, o gerenciamento de crise é uma atividade que visa minimizar, reduzir ou se possível eliminar os impactos causados por essas adversidades, para que a empresa tenha o menor prejuízo tanto na reputação quanto nas finanças.

A gestão de crises é um processo amplo e que envolve todas as áreas da empresa e seus respectivos gestores. Em situações como essa, cria-se um comitê e indica-se um líder, que irá coordenar a equipe durante a emergência. Esse grupo irá definir quais os próximos passos que serão tomados consultando o manual de crise previamente elaborado, seja na área jurídica, segurança do trabalho, suprimentos e operações.

Como resposta a crise da carne, que envolveu agentes do governo, o presidente do país liberou o novo regulamento da inspeção de produtos de origem animal. O principal foco do novo RIISPOA é a saúde pública, por meio de adoção de normas voltadas a garantir segurança alimentar, além de combater a fraude econômica, com regras mais rigorosas para os infratores. O regulamento além de englobar todos os tipos de carnes também cita o leite, o pescado, os ovos e o mel. A revisão do RIISPOA também contempla a implantação de novas tecnologias, padronização de procedimentos técnicos e administrativos, harmonização com a legislação internacional, interação com outros órgãos públicos de fiscalização, ordenação didática das normas para facilitar a consulta e orientação. Entre as mudanças do novo RIISPOA, está a redefinição das sanções com penalidades, que vão de leve a gravíssima. Nos casos graves e gravíssimos, poderá ser feita a interdição do estabelecimento e a cassação do registro de funcionamento.

A falta de planejamento colocou em cheque a credibilidade dessas empresas e fechou muitos mercados, tanto internos quanto externos. A recuperação para essa crise pode demorar anos para que o mercado seja reestabelecido. No entanto, esse acontecimento tem um lado positivo para os gerentes de projetos, por quê?

As mudanças na RIISPOA vão requerer que os empresários passem a planejar e inserir a gestão de projetos nas instituições e isso inclui o setor público. As empresas terão que mudar seus processos produtivos, os órgãos competentes necessitarão de uma gestão de projetos eficaz de auditoria e inspeção. Enfim, novas oportunidades para os profissionais do seguimento de projetos.

Essa implantação é um importante passo para que as organizações se direcionem a uma gestão de projetos de alta performance. Isso significa que a gestão da organização em relação a esses trabalhos é trabalhada como parte estratégica do todo, além de implicar na padronização e no desenvolvimento das competências gerenciais e no alinhamento das três camadas organizacionais (estratégica, tática e operacional). Como resultado, essas empresas terão: melhor tomada de decisão; minimização de riscos; maximização de recursos; comprovação de valor aos stakeholders e ativação do sucesso repetitivo.

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Sobre admin

Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da Seed e idealizador do software NetProject. Principal acionista da empresa, Hayala é Mestre em Informática e graduado em Ciência da Computação pela PUC-MG. MBA em Gerência de Projetos e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
Tem mais de 15 anos de experiência profissional, coordenando projetos de TI e implantando Escritórios de Projetos em clientes de diversos portes e segmentos. Participou da abertura de 3 empresas. A primeira faliu, a segunda foi vendida e atualmente trabalha como CEO na terceira.
É certificado PMP desde 2005, PMI-SP e PMI-RMP, pelo PMI. Também é certificado IPMA-C, Prince2 e CSM. Apaixonado por Gerenciamento de Projetos, atua como docente na área, em cursos de pós-graduação/MBA, desde 2009.

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